Normalmente, quando pensamos em família, sempre achamos que o melhor para todos é estarem felizes e unidos.
Acontece que nem sempre é possível uma coisa e outra. Estar junto nem sempre é positivo, assim como estar separado não é necessariamente negativo.
O que os casais deveriam ter em mente é o quanto é desgastante aos filhos a constante “guerra emocional” entre mamãe e papai.
Por falta de tempo, por insegurança ou até por simples desinteresse, muitas vezes os pais deixam que as crianças assumam sozinhas decisões que impactarão sua vida emocional e seu desenvolvimento saudável, como, por exemplo: com quem querem estar em períodos festivos, ou, em casos extremos, até mesmo a decisão de com quem gostariam de morar.
Outros casais acabam judicializando seus conflitos e deixando essa decisão nas mãos de uma terceira pessoa, isenta e neutra: o Juiz. Porém, esse Juiz, por maior que seja a sua boa vontade em ajudar a família, não é parte integrante da mesma, não a conhece de perto, não tem condições de saber o que funcionaria melhor para as crianças.
Nada melhor do que os pais juntos, a partir de um ambiente favorável, construído com a ajuda de profissionais especializados, para decidir o que seria melhor e mais saudável para seus filhos, que deveriam ser sua primeira preocupação. E somar é sempre melhor. Filhos serão sempre filhos, por mais que os pais optem por dividir tudo o que sobrou de seu relacionamento.
O amor dos pais por seus filhos pode e deve ser compartilhado, jamais dividido, jamais cobrado.
O que é importante e necessário para o bom desenvolvimento dos pequenos é não “roubar” sua infância, trocando as brincadeiras próprias da idade por decisões angustiantes, para as quais eles não estão preparados, pelo receio de perder o amor dos pais, ou mesmo de decepcioná-los.
Os reflexos no futuro podem ser os mais diversos e nefastos possíveis, dependendo da situação fática enfrentada por cada um.
A título de exemplo, podemos citar a ansiedade, o medo, a angústia, o baixo rendimento escolar, a agressividade, o isolamento, a introspecção, todos eles sendo causa de grande sofrimento.
A falta de convivência com o pai e sua família, ou com a mãe e sua família, também pode trazer consequências negativas, pois a criança precisa desses vínculos e dessas referências para amadurecer.
O cenário ideal é pensar em primeiro lugar no seu filho, conhecê-lo e entendê-lo, para poder escolher e decidir o que será melhor para ele naquele determinado momento, sempre percebendo e respeitando o ponto de vista dele, e não impondo sua vontade ou suas ideias preconcebidas.