Quem já passou por isso sabe que colocar um ponto final em qualquer relacionamento é sempre emocionalmente tenso, por mais amigável que uma separação (ou divórcio) possa parecer. E, num momento de desgaste emocional, as pessoas ficam mais suscetíveis a cair em armadilhas de todo tipo, inclusive financeiras.
Nós, advogados mediadores, costumamos dizer que, se você e seu ex-cônjuge estão com a sensação de que finalizaram o divórcio amigável tendo desistido de muitas coisas, isso provavelmente significa que seu acordo foi justo. Afinal, separar de forma amigável quase sempre pressupõe abrir mão de algumas coisas ou de algumas situações para garantir outras, que importam mais.
E o que mais importa, acredite, é abreviar seu sofrimento, porque é isso que permitirá que você retome o controle de sua vida pessoal, profissional e inclusive familiar num novo formato.
Portanto, se você, leitor(a), está vivendo esse momento tão difícil de separação, pense que manter uma posição estanque fatalmente levará à judicialização do conflito, e, consequentemente, a uma ruptura ainda maior, com o fim do diálogo e o início de um litígio, sem data para terminar.
Vale a pena todo esforço possível para tentar construir um acordo, ainda que não seja total mas resolva apenas alguns pontos, e ainda que não traga tudo que você esperava, mas traga paz interior.
No nosso escritório, nós sempre recomendamos que você tente focar nos seus reais interesses, e não brigue por posições que não importam e que em breve não farão mais nenhum sentido.
É compreensível que, no momento em que as partes assinam o acordo, tudo ainda pareça meio nebuloso, as perdas pareçam maiores do que os ganhos, mas a clareza aparecerá depois, no dia a dia, com a nova realidade.
Na minha próxima publicação, vou falar sobre algumas “armadilhas” que a falta de um acordo pode trazer, como o famoso “gato por lebre”, ou o perigoso “ganhei mas não levei”, não perca!