O período das férias e o início do verão são o momento perfeito para planejar uma viagem com toda a família. Sim, mesmo se você é recém divorciado.
Aliás, principalmente se você é recém divorciado.
Esta época é essencial para dar uma pausa na tristeza, abrir espaço para o diálogo, e aumentar a harmonia em família.
Durante o planejamento da viagem, pensamos em tudo, desde quais roupas levar, bem como quais as dicas daquela localidade, como passeios, comida, etc.
Porém, o mais importante para alguém recém separado é ter em mente que esse momento de férias em família traz consigo uma oportunidade imensa: estimular a convivência, criar ou reforçar vínculos afetivos, aumentar a empatia entre os familiares, bem como incentivar a tolerância.
Todo esse cenário de troca e crescimento acaba sendo o melhor remédio não só para as crianças, mas para os próprios adultos, após um momento de divórcio.
As férias, num outro ambiente que não o habitual, falando de outros assuntos que não os corriqueiros, proporcionam uma maior leveza nos relacionamentos, e podem estimular a construção de planos para o futuro, como, por exemplo, uma nova estrutura familiar, quando a antiga já não é mais possível.
Tudo isso ajuda na próxima etapa do divórcio, que é a reconstrução dos vínculos afetivos de uma maneira nova, mais leve e aberta a outras possibilidades.
Infelizmente, nem sempre tudo ocorre desta forma para todas as famílias.
Essas possibilidades de mútuo entendimento e harmonia em família diminuem, quando encontramos pela frente alguns pais que não tiveram condições, ainda, de ultrapassar todas as dificuldades que um divórcio pode acarretar, ou por não aceitar ainda a nova situação.
Enfim, são vários os motivos que levam os pais a impedir seus filhos de vivenciarem experiências positivas como essa das férias de verão com seus antigos parceiros ou parceiras.
Por conta do divórcio, insistem em falar mal do antigo companheiro e tomam atitudes que tendem a dificultar o convívio entre pais e filhos. Isso é o que chamamos de alienação parental.
Esta prática, infelizmente, ainda é bastante comum nos dias de hoje, o que é muito ruim para as famílias, pois traz consigo situações traumáticas desnecessárias para todos os que tentam se restabelecer após enfrentarem o divórcio.
O que seria adequado, do ponto de vista do genitor que entrega o seu filho ao outro, em uma situação de férias, viagem prolongada, etc., é ter em mente que o estímulo para a convivência com o seu antigo parceiro ou parceira, é não só um direito do seu filho, como um dever seu.
É de suma importância os genitores zelarem não apenas pelo bem-estar físico e intelectual do seu filho, mas também zelar pelo bem-estar emocional da família em geral.
A convivência com a família é de vital importância para o desenvolvimento de uma criança, e privá-la disso traz consequências seríssimas para toda sua vida.
O divórcio, quando devidamente planejado, pode e deve ser leve para todos, principalmente para as crianças. O convívio não deve estar garantido só no papel. Deve ser pleno também na vida real, exercido intensamente, sem perda de tempo com brigas e ressentimentos.
Afinal, as férias escolares passam num piscar de olhos e ocorrem apenas algumas vezes na vida. Por isso, é bom que pais e filhos possam aproveitar ao máximo, para não se arrependerem depois, quando a vida profissional e adulta bater à porta deles.