Caso da família Souza

O convívio em família nem sempre é fácil. Momentos de paz se revezam com outros de intrigas e discussões. Quando o assunto é dinheiro, divisão de patrimônio ou planejamento de uma sucessão, a coisa pode ficar ainda pior.

Quando a família Souza* nos procurou, logo deixamos claro que o planejamento de duas sucessões ao mesmo tempo e a própria reestruturação familiar dependeriam fundamentalmente da postura colaborativa de todos, mas a força dos laços que os uniam há tantas décadas nos dava a confiança de que nosso trabalho seria frutífero.

Explicadas as etapas do nosso trabalho (apresentação do método Jusnova, conhecimento do histórico familiar, planejamento e, finalmente, consolidação e assinatura do acordo), cada membro da família se dispôs a – inicialmente – colocar no papel a sua própria versão dos fatos o que, apesar do envolvimento emocional e da consequente parcialidade, é uma fase extremamente importante, porque nos permite conhecer a extensão do conflito e a verdade de cada um.

Consolidados esses relatos, pudemos avaliar alguns aspectos que seriam fundamentais para que o planejamento fosse especialmente adaptado àquela família, aos seus anseios e às suas necessidades.

Resumidamente, ficamos sabendo que essa família manteve, durante anos, a tradição dos almoços de domingo na casa dos avós, todos em volta da saborosa macarronada, regada a risadas e muita diversão. Tudo seguia tranquilo naquela família de bases tão sólidas, até que o avô morreu subitamente, vítima de um ataque cardíaco. Embora tivessem tentado manter os encontros dominicais, sem a presença do patriarca da família as conversas já não eram mais tão leves, chegando mesmo à rispidez.

Meses depois, a avó também faleceu, vitimada talvez pela tristeza de toda essa situação, antes mesmo de terem solucionado o inventário do avô, o que ameaçava a continuidade dos negócios e, consequentemente, a segurança e a estabilidade material de todos.

“Nenhum de nós estava preparado para essa dupla perda, nem emocional nem financeiramente”, foi o que detectamos em mais de um depoimento.

De fato, os avós haviam construído um verdadeiro império no ramo imobiliário: uma empresa que incorporava, construía e comercializava moradias populares, com recursos próprios, oferecendo inclusive financiamento aos compradores.

Como não raro acontece em empresas familiares, o sucesso mascarava a desorganização e a falta de profissionalismo na sua administração. Apurou-se depois que havia impostos em atraso e que documentos estavam extraviados, impossibilitando o acesso a informações relevantes para os inventários dos avós, ao tempo em que o descontentamento e a apreensão cresciam entre os herdeiros, com acusações recíprocas.

Sem avaliação do patrimônio, sem identificação do ativo e do passivo da empresa, não era possível se falar em partilha, em atribuição de quinhões. E, sem uma administração segura e legitimada por todos, os negócios começaram a desandar.

O cenário ficava mais complicado a cada dia. Para se ter uma ideia, quando os herdeiros chegaram ao nosso escritório, já estavam há 5 anos tentando resolver judicialmente a questão da sucessão e – até nos contratarem – não haviam obtido nenhum resultado.

Tudo o que se via era desgaste, desânimo, desamor… Sem falar nos prejuízos materiais, de grande monta. Todos estavam vulneráveis emocionalmente, sem condições de retomarem o convívio, nem mesmo um trivial diálogo. Triste situação, que nos comprometemos a tentar mudar.

Os profissionais da Jusnova, depois de conhecerem o panorama geral e as necessidades de cada um, que ouviram separada e confidencialmente, apresentaram o planejamento dessas duas sucessões sob os mais diversos aspectos: contábil, tributário, financeiro, societário, mas, acima de todos esses, trabalharam na reaproximação e na retomada do diálogo.

Foi minuciosamente planejada a volta do convívio, gradual e pacífica. Ao longo de todo o trabalho, os filhos e mesmo os netos ameaçaram mais de uma vez romper o diálogo e voltar à briga judicial. Porém, assistidos de perto e cercados de atenção, entenderam que, ainda que brigassem por mais 5 anos e gastando milhares de reais, poderiam não chegar à solução ideal. Porque o afeto – que é fundamental à manutenção de qualquer sociedade – não pode ser ordenado por uma sentença. Há de ser reconstruído, resgatado desde o ponto em que se perdeu.

No fundo, todos os herdeiros estavam ansiosos por virar aquela página, auxiliando-se mutuamente, pois todos haviam sofrido bastante com a perda dos velhinhos e, na sequência, com as desavenças e os prejuízos.

A partir de reuniões, ou atendimentos individuais, reorganizando o patrimônio e a empresa, bem como neutralizando o mal-estar e as incertezas, a família foi conseguindo retomar as rédeas da situação, voltar a tomar decisões importantes e benéficas para todos, e partimos para a consolidação desse amplo planejamento.

Após um período de experimento do novo formato da empresa familiar, decidida a partilha e encerradas as demais pendências, redigimos o acordo entre a família, que foi levado à homologação para pôr fim aos processos em andamento. Meses depois de encerrado nosso trabalho, soubemos que a família conseguiu se reerguer financeira e emocionalmente, e voltou a combinar, agora num restaurante do bairro, a tradicional macarronada de domingo.

A JUSNOVA RESPEITA A PRIVACIDADE E GARANTE A CONFIDENCIALIDADE DE SEUS CLIENTES EM TODAS AS ETAPAS DE NOSSO TRABALHO. Por isso mesmo, jamais utilizamos nomes reais ou fornecemos dados que permitam a sua identificação.

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