Sentir que estamos vivos e nutridos pelo essencial é a maneira mais íntegra de reverenciar a vida.
Você sabe se conectar ao que faz sentido para você?
Celebrar a vida com reverência e respeito é para poucos.
É uma escolha. Envolve dedicação e respeito, tanto com a experiência pessoal quanto coletiva.
Vivemos hoje num mundo que nos atravessa de forma perturbadora e invasiva. Tudo deve ser compartilhado, mostrado e exageradamente comparado.
É difícil manter uma serenidade frente a tantos “espelhos”.
A vida não é utilitária. Virou uma “coisa” sem valor quando não comparável ao chamado “ideal”. Enquanto a vida deveria ser celebrada, fruída, leve e divertida, tem se tornado um fardo muitas vezes pesado demais para ser carregado.
Podemos passar boa parte dela em busca de encontrar um sentido, um significado para a nossa existência.
Passamos boa parte de nossa existência procurando o tal: “o que vim fazer aqui?”, enquanto o que deveríamos é apreciar o processo, o caminho e a experiência de estarmos vivos. E não vivermos na ansiedade de termos todas as respostas prontas.
O que pode ser mais importante do que passar nossos dias, cada um deles, com o intuito de criar mais vida, a parir da nossa própria vida?
Sem dúvidas o que nos ajuda nessa criação, eu diria que quase divina, é o poder que deveríamos ter de silenciar o externo para ouvirmos o interno. Assim, estaríamos mais próximos de nós mesmos.
Com essa vivência em constância, seremos cada vez mais capazes de colocar no mundo nossa verdadeira pessoa, vivendo nosso verdadeiro ser, colocando-nos à disposição do outro de forma inteira, independentemente de quem é o outro ou do que o outro espera de nós.
Ser íntegro a você é o maior desafio desta grande aventura e o seu maior presente, de você para você mesmo.
Viver de forma autêntica requer coragem e desprendimento do entorno.
Nunca foi tão urgente cultivar o silêncio.
Nunca foi tão urgente cultivar a riqueza interior.
Sem dúvidas esse cultivo pode nos levar a lugares nunca pensados. Desta forma, seremos capazes de refletir se a vida que levamos e as decisões que tomamos realmente dizem respeito ao que queremos mostrar para o mundo, ao que pretendemos deixar de legado e, ainda, a refletir quem somos e o que viemos fazer aqui.